Tecnologia a serviço da igualdade

Ana Paula Pessanha e Karina Santaella na 10a. REATECH

Você já imaginou como seria sua vida sem um dedo da sua mão? E sem um braço inteiro? E sem suas pernas? Ou ainda na completa escuridão da cegueira?

Provavelmente você nunca parou para pensar nisso e não imagina que atividades simples como atravessar a rua, levantar de uma cadeira, subir ou descer uma escada, virar as páginas de um livro ou usar o computador podem ser extremamente complicadas para as pessoas que possuem algum tipo de deficiência.

Basta uma limitação para que o indivíduo seja excluído, mesmo que parcialmente de alguma atividade.

Quando temos uma dor ou imobilizamos algum membro do corpo, percebemos que não temos habilidade para realizar a maioria das nossas atividades que fazemos diariamente.

Cerca de 24 milhões de pessoas são portadoras de algum tipo de deficiência no Brasil. Pessoas que estudam, trabalham, produzem, se divertem, amam, enfim, que tentam levar uma vida “normal” como a dos demais brasileiros.

Neste final de semana, São Paulo recebeu a 10ª. Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade. A equipe FisioStudio esteve lá para conferir.

Em meio a produtos ortopédicos e de hidroterapia tão necessários para a reabilitação destes indivíduos, pudemos conhecer também o trabalho de diversas entidades que se dedicam a causa das pessoas com deficiência.

Dirigir, há tempos não é mais problema para aqueles que não podem caminhar. Os carros adaptados ocupavam grande parte do centro de exposições.

As cadeiras de rodas (setor que movimenta cerca de R$200 milhões) servem a todos os gostos e bolsos, variando do preto ao cor-de-rosa, modelos para os mais esportivos, para crianças e idosos.  E que tal ainda se esta cadeira puder subir ou descer escadas? Acreditem isso já é possível.

Nas artes e nos esportes as superações continuam. Conhecemos o Projeto Mão na Borda, que permite inclusão das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida no esporte através do surf adaptado.

Em uma quadra de basquete vimos a limitação daqueles que não possuem nenhuma deficiência ao tentar manejar uma cadeira de rodas e passar a bola e tentar alcançar a cesta.

E saímos de lá muito emocionadas com a belíssima apresentação da Cia. de Ballet para cegos Fernanda Bianchini. Suas bailarinas deram um show de equilíbrio e percepção corporal e nos mostraram que não existem barreiras para aqueles que têm força de vontade.

Karina Santaella

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