Quando as costas doem…

Dores nas costas são muito comuns. Se perguntarmos aos nossos amigos, colegas de trabalho, familiares, veremos que a maioria das pessoas queixa-se de dor nessa região.

Não precisa necessariamente uma dor insuportável que faça você ir ao Pronto Socorro. Pode ser aquela dor mais fraca, mas persistente, que traz irritação, que nos faz mudar de posição constantemente, já que ficar sentado por muito tempo é ruim, mas permanecer em pé por períodos prolongados pode ser ainda pior.

Estamos falando da lombalgia, ou seja, uma dor na região lombar que está localizada na parte posterior do tronco, acima dos glúteos e abaixo das costelas.

A lombalgia não é uma doença em si, mas um sintoma que pode mascarar uma série de outras doenças, algumas simples, mas outras muito graves.

É por isso, que mais uma vez, precisamos alertá-los que a dor serve de sinal de alerta para algo que não vai bem e por isso, merece atenção.

A lombalgia pode ser aguda e desaparecer espontaneamente (geralmente em até 8 semanas) ou tornar-se crônica e ultrapassar 6 meses de duração.

Pode estar localizada apenas na região lombar ou irradiar-se para as nádegas e/ou pernas.

Esta dor pode ser secundária a outras doenças e sintomas em outros órgãos como rins, estômago. Nas mulheres, as cólicas menstruais costumam vir acompanhadas de dores na região lombar baixa.

Pode ser conseqüência de uma hérnia discal, uma má formação óssea, um trauma ou uma fratura.

Quando as dores são acompanhadas de sintomas como emagrecimento rápido, perda de apetite, queda de imunidade, pode mascarar um tumor.

Outra causa bastante comum para essas dores são as alterações posturais e biomecânicas que acabam por acarretar grandes esforços musculares e articulares. Essa lombalgia é chamada de lombalgia mecânico-postural.

Uma projeção do quadril para frente na posição de pé, por exemplo, pode não trazer sintomas num curto espaço de tempo. Mas para alguém que permanece em pé por períodos prolongados em função do seu trabalho, adotar esta postura irá acarretar outras compensações nas pernas, ombros e cabeça e os músculos trabalharão muito mais do que o necessário e quando estiverem exaustos irão gritar de dor.

Portanto, independente da causa ou origem da lombalgia, uma boa percepção corporal e boa postura são fundamentais.

Definir postura ideal é algo complexo, mas os conceitos de biomecânica nos dizem que devemos preservar as curvaturas fisiológicas da coluna vertebral permitem que os músculos espinhais trabalhem em equilíbrio. Resumindo, devemos ter curvas. Tanto o excesso dessas curvas como a ausência delas pode ser prejudicial.

Portanto aí vão algumas dicas:

Procurar manter-se o mais próximo possível da postura ideal.

Mantenha-se flexível, trabalhe a força de seus músculos abdominais, glúteos e pernas.

Ajuste seu posto de trabalho. Ele deve se adaptar ao seu tipo físico.

Faça intervalos regulares para que você possa mudar de posição. Muitas dores desaparecem após o descanso. Não espere a fadiga chegar.

Se precisar fazer um trabalho mais longo ou mais pesado do que o habitual, planeje-se e inclua intervalos. Seu rendimento será bem melhor.

Caso a dor persista, procure ajuda médica para um diagnóstico. Não se automedique!

Feito o diagnóstico, faça o tratamento conforme a orientação. Além dos medicamentos, os tratamentos geralmente incluem sessões de fisioterapia e correção postural.

Existem vários métodos para este fim e com certeza você vai encontrar um que combine com você!

Karina Santaella

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