Os limites do corpo…

A vida e os problemas cotidianos me fazem pensar bastante a respeito de como as pessoas cuidam de si e especialmente do próprio corpo.

O movimento dos consultórios dos profissionais de saúde reflete muito bem a dificuldade que as pessoas têm em lidar com as emoções, estabelecer limites e prioridades.

Por um lado vemos os pronto-socorros lotados e muitas faltas e cancelamentos de consultas médicas e de sessões de fisioterapia e psicoterapia. Ou seja, deixamos de lado a prevenção e cuidados diários e buscamos uma solução rápida e mágica quando não agüentamos mais.

Todo mundo tem sonhos, planos e metas. Para alcançá-los precisamos, em alguns casos, de recursos financeiros. Em outros casos, precisamos de coragem, organização, disciplina, etc. Mas principalmente, em todos os casos, precisamos ter saúde e disposição para colocar em prática os nossos objetivos.

No entanto, o caminho a seguir até a nossa realização, não é sempre uma estrada lisa, sem obstáculos. Temos de lidar com o tempo e os prazos, a pressão, o excesso de trabalho, a insatisfação, mudanças climáticas que afetam nossa saúde, insegurança, medo, trânsito e tantos outros sentimentos negativos ou situações desconfortáveis.

Portanto somos muito solicitados diariamente, tanto no aspecto físico como no aspecto emocional. Aliás, não podemos separar estes dois aspectos, que são interdependentes.

Estatísticas dizem que 7 em cada 10 trabalhadores são acometidos pela síndrome de burnout, que se caracteriza por exaustão profissional, distanciamento nas relações pessoais e sentimento de baixa realização. É mais freqüente em pessoas que trabalham sob pressão o tempo todo, workaholics, perfeccionistas e pessoas com dificuldade em estabelecer limites.

No entanto estes sintomas não são exclusivos de quem trabalha fora, já que as pressões e demandas sociais estão presentes a todo o momento.

Além disso, num mundo cheio de tecnologia, não sabemos mais o momento de desligar a TV, o computador, o celular, a internet do celular, etc.

O resultado de tudo isso é que o tempo é cada vez mais escasso para a quantidade de coisas que precisamos fazer e que os outros acham que devemos fazer.

Se não soubermos estabelecer limites e prioridades e dizer não para os outros, pode ter certeza de que não escutaremos o que nosso corpo diz a não ser que ele grite por socorro.

Dar conselhos é muito mais fácil do que segui-los, portanto compartilho com vocês algumas reflexões a respeito deste assunto, para que cada um possa encontra a melhor forma de seguir adiante:

1)      Não adianta continuar trabalhando quando seu corpo pede para parar. Assim você estará enganando a si mesmo achando que está produzindo alguma coisa. Durma, tire um dia de folga, faça um intervalo, aquilo que for possível para você. A disposição depende da recuperação adquirida pelo repouso, boa alimentação e atividade física regular.

2)      Procure colocar atividades prazerosas e que te tragam sentimentos positivos e de realização ao longo do seu dia e de sua semana. Sem dúvida estas atividades, por mais curtas que sejam, ajudam a equilibrar sua vida.

3)      Comece a modificar os hábitos que você já sabe que prejudicam sua saúde. A mudança não precisa acontecer de forma radical, mas deve começar o mais rápido possível. Se você não tem tempo, por exemplo, para fazer Pilates 2 vezes por semana, faça 1 vez, mas seja assíduo. O mais importante são os resultados em longo prazo.

4)      Seja a pessoa mais importante da sua vida. Em geral temos muitas pessoas apontando nossas falhas, mas poucas estão dispostas a ficar ao seu lado se você ficar doente e deprimido. Portanto não se sinta culpado em fazer atividades (ou até mesmo não fazer nada de vez em quando) em seu próprio benefício!

Uma boa semana a todos!

Ft. Karina Santaella

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Uma resposta para “Os limites do corpo…

  1. Ando me culpando muito ultimamente pela falta de tempo, pelo fato de eu não estar fazendo uma atividade física regular, tem dias que penso muito nisso, estou tentando organizar meus horários, mas deste texto tirei uma frase que me colocou mais positiva em relação ao meu dia-a-dia cheio; …”Se você não tem tempo, por exemplo, para fazer Pilates 2 vezes por semana, faça 1 vez, mas seja assíduo. O mais importante são os resultados em longo prazo.” No momento é o máximo que posso, então vou trabalhar neste objetivo…Obrigada

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