Alterações de equilíbrio

Ao caminhar a pé pelas ruas da cidade, cada vez mais nos deparamos com o desafio de evitar as quedas e acidentes.

Em geral o risco está relacionado à má condição das calçadas, presença de buracos, má sinalização de rampas, bueiros em situação irregular, postes e árvores que ocupam mais espaço do que deveriam.

Todos estes são considerados fatores externos para riscos de quedas, no entanto, o equilíbrio corporal depende tanto de fatores extrínsecos como de fatores intrínsecos, ou seja, aqueles dependentes do bom funcionamento de determinados órgãos e sistemas.

É destes fatores intrínsecos que vamos falar um pouco.

É necessário haver a integração de 3 importantes sistemas entre si e com o nosso sistema nervoso para que tudo fique bem.

O primeiro destes sistemas é o sistema visual. Se fecharmos os olhos, percebemos que ficamos mais instáveis ou desequilibrados. Da mesma forma, problemas na visão que exijam o uso de óculos, reflexos que dificultem a visão ou ambientes mal iluminados podem provocar quedas.

O segundo sistema é o sistema vestibular. Nele encontra-se um órgão chamado labirinto, que de maneira simplista, podemos dizer que é responsável pela manutenção do nosso equilíbrio quando movimentamos a cabeça. É ele que é posto a prova quando uma bailarina faz piruetas ou quando as crianças brincam de girar sem parar. A inflamação do labirinto ou outras doenças que afetam este sistema podem ser responsáveis pela tontura, que às vezes vem acompanhada de náuseas e mal estar.

O terceiro sistema é o osteomioarticular, composto por ossos, músculos e articulações. Estas estruturas permitem que fiquemos em pé, que façamos ajustes posturais quando nos desequilibramos e por isso sua integridade é tão importante.

Desta forma, podemos ver que qualquer alteração em algum destes sistemas pode comprometer o equilíbrio. Estas alterações podem ser decorrentes de doenças específicas ou do próprio envelhecimento.

Mas como fazemos para recuperá-lo?

A boa notícia é que podemos treinar algumas estruturas para suprir a falta de outras que não estão tão bem. Se a visão não está tão boa, podemos treinar os músculos e articulações para se ajustarem a esta falta. Da mesma forma, o sistema nervoso se utiliza de estratégias de adaptação para compensar as alterações do sistema vestibular.

Para treinar o equilíbrio, o indivíduo será colocado em situações de desequilíbrio como, por exemplo, permanecer em pé em uma perna só, realizar a mesma tarefa com os olhos fechados.

Desafios como movimentos dos olhos e da cabeça durante a execução de outros movimentos também são incluídos.

Outra parte fundamental deste treinamento é o fortalecimento muscular de membros inferiores e a manutenção da amplitude de movimento das articulações de pé e tornozelo.

É importante ressaltar que o treinamento deve ser acompanhado de um profissional fisioterapeuta, no entanto a prática regular da atividade física irá contribuir para que as articulações, músculos e ossos permaneçam saudáveis.

Portanto, fiquem atentos! Utilizem calçados apropriados, prestem atenção por onde pisam e pratiquem exercícios.

Ft. Karina Santaella

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