Custo alto das provas de rua X infraestrutura e profissionalização

Outro dia li uma reportagem na Veja Online do Prof. Renato Dutra (Diretor Técnico da Run&Fun Assessoria Esportiva – parceira da Fisio Studio) que abordava os alto custos das provas de rua.

Ele defendia que os preços subiram muito, mas que por outro lado houve melhora na infraestrutura das provas, maior profissionalização das pessoas envolvidas e uma maior variedade de provas para se escolher.

Concordo com ele e reforço que devemos pensar este aumento no valor como investimento em saúde, pois quanto maior a profissionalização das pessoas envolvidas nesta modalidade, maior será o benefício para os praticantes de corrida.

Existe um número cada vez maior de participantes por prova e é nítido o aumento de pessoas correndo nos parques e ruas da cidade. Porém muitos destes fazem isso por conta própria e sem alguma orientação. Isso também é muito perigoso. Portanto, quanto mais pesquisas houver, quanto mais se publicar a respeito dos benefícios de se contar com profissionais qualificados, melhor será para todos. Existem muitos médicos e profissionais da saúde, como fisioterapeutas e nutricionistas, indicando tal orientação.

Estes profissionais preocupam-se em solicitar um acompanhamento médico anual, com exames de esforço, orientação nutricional, exercícios complementares e reabilitação quando necessário. Também vejo com frequência a preocupação de professores com os períodos de descanso pós prova ou com a necessidade em se usar o freqüêncímetro durante treinos e provas.

Isso tudo só traz benefícios para a saúde!

Neste último domingo participei de uma prova de rua e vi professores orientando alunos iniciantes a irem devagar às suas conquistas, pois sabemos que ir com muita “sede ao pote” pode ser prejudicial à saúde e causar lesões musculares ou articulares que poderiam ser evitadas se fosse respeitado o tempo de adaptação do próprio corpo.

Como o caso da corredora que havia começado a correr a menos de seis meses e pretendia fazer logo a meia maratona. Ela relatava estar se sentindo bem, sem dores sérias e ainda conseguindo atingir boa velocidade durante treinos e provas. Não deu atenção às primeiras dores musculares na coxa e numa prova, sentiu uma “fisgada” forte que a impediu de continuar no mesmo ritmo. Agora deverá parar para fazer fisioterapia e talvez não consiga realizar nem provas mais curtas nos próximos meses. Se estivesse respeitado mais seu tempo de adaptação e ouvido mais seu treinador nada disso teria acontecido…

Outro aspecto importante desta mudança é com relação à infraestrutura durante as provas, pois se sabe que a glicemia pode baixar rapidamente ou a pessoa se desidratar em um dia muito quente. Quando a prova está bem organizada existem vários pontos de hidratação (a cada 3 km, pelo menos), equipe médica atenta e cuidadosa.

E isso é muito bom para todos os corredores!

Agora, se esta infraestrutura não estiver boa e mesmo assim os preços estiverem abusivos, penso que a melhor forma de reinvindicação é boicotar esta prova e divulgar isso para quantas pessoas forem possível.

E você, o que acha?

Ft. Ana Paula Pessanha

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s