QUEDA NO IDOSO

A população acima de 60 anos é cada vez maior no nosso país. Muitas destas pessoas vivem sozinhas e mantem sua autonomia mesmo aos 80 anos ou mais. Porém nesta fase de vida é muito comum e preocupante o risco de quedas.

E por que esta parcela da população tem maior risco de queda?

Bom, para um bom deslocamento e equilíbrio precisamos contar com uma complexa integração entre vários sistemas e órgãos. A visão, a audição e a propriocepção captam informações de nossa posição no espaço, nos avisando de obstáculos que possam nos levar à queda, como buracos, degraus, paredes, mesas etc. Estas informações são transmitidas ao labirinto que é o responsável por decodificá-las e por encaminhá-las ao cérebro para uma correta reação corporal. O cérebro recebe estas informações e comanda o nossa ação por meio do sistema osteomuscular, que por sua vez é o responsável por nosso deslocamento correto. Desta forma, fica claro que todos eles precisam trabalhar juntos e corretamente para que possamos executar estas tarefas sem maiores riscos de queda ou lesão.

Até aí, tudo bem, não é mesmo?

Mas e nos idosos? O que acontece?

Estas pessoas podem apresentar uma ou mais alterações nestes sistemas, como uma menor acuidade visual, o que dificulta visualizar nitidamente os objetos e assim as informações chegam desencontradas e errôneas no labirinto. Este por sua vez pode apresentar inflamação, como a tão conhecida labirintite, que causa tontura e aumenta o risco de queda. O cérebro também, já não tem toda sua capacidade plástica de conexões. E, por fim, os músculos já não estão na sua melhor forma, e as articulações já começaram a apresentar degenerações, levando a uma modificação da postura, geralmente curvada à frente, deslocando o centro gravitacional e favorecendo também a queda.

E o que fazer então? Ficar em casa, com medo de cair e se machucar?

Claro que não, muito se tem a fazer.

O equilíbrio e a força muscular podem ser treinados por meio do exercício físico bem orientado. E no mercado existem várias opções como a musculação, a hidroginástica, o Pilates, a Yoga, a ginástica funcional etc. Em casos de maior limitação, há a possibilidade de contar com a fisioterapia geriátrica, o RPG e a hidroterapia, por exemplo.

Outra coisa importante é a busca pela autonomia desta população e uma boa orientação de proteção articular e de adaptação do meio onde vivem e trabalham podem fazer muita diferença. É o caso das barras de proteção no banheiro, da elevação do vaso sanitário, da retirada de tapetes que podem causar quedas, da melhora da iluminação em casa, utilizando uma lâmpada mais potente etc.

Portanto, fica a dica. Cuide do ambiente onde vive e trabalha, minimizando o risco de choque e queda, e movimente-se com intuito de manter-se forte e ágil para desempenhar as atividades diárias com maior autonomia e segurança. Nunca é tarde para começar e quanto antes melhor.

Perceba-se.

Ft. Ana Paula Pessanha.

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