Os benefícios na respiração pela prática do Pilates

Há que diga que o Pilates é um modismo e que logo será substituído por outra técnica que caia no gosto da população.

Seus princípios e fundamentação, no entanto me fazem crer que o Pilates será um recurso terapêutico cada vez mais utilizado pelos fisioterapeutas.

A técnica permite explorar uma quantidade muito grande de objetivos de reabilitação como melhora ou manutenção da força muscular (não apenas do abdome como pensam alguns, mas de todos os segmentos corporais), melhora da flexibilidade e ganhos na amplitude de movimento, melhora da coordenação (tão necessária nas atividades funcionais), sem contar com a melhora da percepção corporal que faz com que muitos praticantes de Pilates passem a reconhecer partes do corpo ou movimentos anteriormente desconhecidos.

É por essa razão que muitos médicos têm incluído o método no seu hall de tratamentos prescritos. Já é bastante comum ortopedistas, reumatologistas e geriatras encaminharem seus pacientes para esta prática.

Os motivos de encaminhamento mais comuns são as dores lombares e a necessidade de incluir os exercícios no tratamento de dores comuns ao sedentarismo e ao envelhecimento.

Porém existe outro aspecto ainda pouco conhecido, que são os benefícios respiratórios do Pilates.

Para não parecer pretensão, podemos substituir a palavra “benefícios” pela palavra “efeitos”.

Alguns poucos estudos já mostram o impacto dos exercícios de Pilates na capacidade respiratória e até mesmo na recuperação pós-operatória de pacientes. Em breve certamente encontraremos mais estudos mostrando a eficácia do método para o tratamento de doenças respiratórias específicas.

A relação é bastante simples, uma vez que para o tratamento ambulatorial de uma série de doenças respiratórias, são utilizados recursos como a cinesioterapia (exercícios) e a reeducação postural, que inclui relaxar músculos acessórios da respiração e fortalecer outros grupos musculares despreparados.

Os exercícios do Pilates sempre associados a respiração com muitos movimentos amplos de braços e de mobilidade de tronco, provavelmente já nasceram com este propósito de reabilitação pulmonar, uma vez que seu criador, Joseph Pilates era asmático.

Encerro minha reflexão de hoje com as palavras do próprio Pilates, que de maneira empírica já concluiu nos idos dos anos 1960 que o seu método trazia imensos benefícios musculares, cardiovasculares e respiratórios.

“Quando você se coloca ereto, seus pulmões irão automática e completamente encher-se de ar fresco. Isto, por sua vez, supre da maneira mais eficiente possível a corrente sanguínea com o oxigênio necessário para a vitalidade… A completa expiração e inspiração do ar também estimula todos os músculos para uma atividade maior. Logo, o corpo inteiro é abundantemente carregado com oxigênio fresco, o que ele instantaneamente reconhece como um sangue revitalizado chegando a ponta dos dedos dos pés e das mãos, similarmente ao calor gerado por um sistema de aquecimento que se distribui adequadamente para cada quarto de sua casa.” (Joseph Pilates – 1880 – 1967)

Perceba-se!

Ft. Karina Santaella

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