Saiba mais sobre a Frouxidão Ligamentar ou Síndrome da Hipermobilidade Benigna

Sinais clínicos de hipermobilidade

Sinais clínicos de hipermobilidade

A Síndrome da Hipermobilidade Benigna é uma desordem complexa que varia muito em termos de severidade de sintomas, além  de os mesmos poderem variar de um dia para o outro num mesmo paciente.

De forma geral podem ser identificados dois grupos amplos de pacientes: um grupo menos afetado que apresenta períodos  de dor que duram normalmente várias semanas e depois de um tratamento eficaz ficam sem sintomas por algum tempo; e outro grupo de pacientes afetados de forma mais severa e que lutam contra a dor e contra as lesões diariamente e que relatam piora dos sintomas após a gestação e com o envelhecimento.

No entanto, apesar da descrição acima estar disponível na literatura científica, a maioria dos médicos e profissionais de reabilitação não entendem o impacto que a Síndrome da Hipermobilidade Benigna tem sobre os pacientes e nem conseguem oferecer um tratamento eficaz.

Desta forma, é importante conhecer mais o assunto para que o diagnóstico seja mais fácil e para que mais estudos sobre tratamento sejam realizados.

Pela quantidade de comentários recebidos no post anterior sobre frouxidão ligamentar, pudemos perceber que muitos pacientes sofrem com este desconhecimento.

Por muitos anos, a única definição usada para a síndrome era a descrita por Kirk em 1967, que definia a Síndrome de Hipermobilidade Benigna como a “ocorrência de sintomas musculoesqueléticos na presença de frouxidão ligamentar generalizada, ao contrário dos indivíduos normais”.

Por ser bastante vaga, esta definição pode ter levado a muitos diagnósticos inadequados ao longo do tempo.

O Score de Beighton também foi utilizado por um grande número de médicos e fisioterapeutas para se diagnosticar a Síndrome de Hipermobilidade Benigna. Este score varia de 0 a 9 pontos distribuídos da seguinte forma:

– capacidade de colocar as palmas das mãos no chão ao inclinar-se para frente: 1 ponto

– presença de hiperextensão de cotovelo: 1 ponto para cada articulação

– presença de hiperextensão de joelhos: 1 ponto para cada articulação

– capacidade de encostar o polegar no antebraço durante a flexão de punho: 1 ponto para cada articulação.

– extensão das articulações metacarpo falangeanas acima de 90°

Entretanto, no ano 2000, foi publicado um estudo no Journal of Rheumatology, que definiu os critérios para diagnóstico da Síndrome de Hipermobilidade Benigna. Eles são chamados Critérios de Brighton e são descritos a seguir:

 

Picture1

A partir destes critérios a síndrome passa a ser diagnosticada mais facilmente, podendo ser diferenciada da frouxidão ligamentar localizada.

A causa da síndrome não está completamente clara, no entanto parece haver um diminuição da acuidade proprioceptiva.

Com relação ao tratamento, a fisioterapia é citada como o “esteio do tratamento”, no entanto precisa ser adaptada às necessidades dos tecidos vulneráveis para que não haja a piora dos sintomas ao invés da melhora.

O fortalecimento muscular para estabilzar as articulações frouxas e o treino proprioceptivo foram citados em estudos como recursos eficazes para melhora da dor.

A melhora é lenta e exige além do conhecimento adequado por parte dos médicos, fisioterapeutas e educadores físicos, uma boa dose de paciência e persistência por parte dos pacientes.

A melhora da percepção corporal e o conhecimento da doença são fundamentais para o sucesso do tratamento.

Perceba-se!

Ft. Karina Santaella

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2 Respostas para “Saiba mais sobre a Frouxidão Ligamentar ou Síndrome da Hipermobilidade Benigna

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