Hérnia de disco – como a fisioterapia pode ajudar?

hernia-de-disco-02[1]Dando continuidade ao tema da semana passada – Você sabe o que é hérnia de disco? – acho importante pensarmos em como podemos nos cuidar nas várias fases da doença.

Desta forma, para ficar mais didático, vou classificar as fases desta forma:

  1. Crise aguda com discopatia: nestes casos há o diagnóstico de desidratação ou hérnia de disco (protrusa, extrusa ou sequestrada), a dor é intensa, podendo ser irradiada ou não, mas impedindo o paciente de realizar atividades do dia-a-dia, como andar curtas distâncias, ficar ereto, vestir-se, permanecer períodos curtos na mesma posição.
  2. Dor crônica por discopatia: o diagnóstico de desidratação ou hérnia discal existe, mas já faz mais tempo. Geralmente este paciente teve mais de uma crise no período de 1 ano. Também apresenta limitações, mas já desenvolveu posturas de compensação para driblar a dor.
  3. Lombalgia: dor leve lombar, que melhora com o tempo ou com medicamento e repouso. Aparece geralmente após esforço ou má postura, após uso prolongado de salto alto, por exemplo. Pode ou não apresentar quadro de discopatia, mas os históricos pessoal e familiar devem ser levados em consideração. Geralmente o paciente não se limita nas suas atividades cotidianas, mas percebe um desconforto após um treino mais forte ou após um dia tenso de trabalho, por exemplo.

Bom, e o que a fisioterapia tem a ajudar em cada uma destas fases?

Será sempre a mesma coisa?

Claro que não!

Vamos ver?

Na fase 1 – CRISE AGUDA COM DISCOPATIA – o ideal é fazer uso de analgésicos locais, como bolsa de água quente, almofada térmica, repouso e medicamento indicado pelo seu médico. ATENÇÃO! O repouso não pode ser exclusivo, pois é necessário intercalar momentos de repouso com momentos de movimento.

Se você está passando por isso e está neste estágio, evite serviços puxados em casa, como uma faxina no armário, por exemplo. Evite ficar muito tempo na mesma posição, mesmo que esta posição seja a única confortável. Se estiver num programa de exercícios, mas estiver com uma dor muito intensa, suspenda temporariamente.

Agora, se a dor for suportável e você quiser muito ir fazer exercícios, EVITE FLEXÃO DE TRONCO COM EXTENSÃO DE PERNAS, mesmo que te digam que é apenas um alongamento. Este movimento é contraindicado para quem tem hérnia de disco, especialmente nesta fase aguda.

Já na fase 2 – DOR CRÔNICA COM DISCOPATIA e fase 3 – LOMBALGIA – intercalar repouso e atividade é muito importante. Nos momentos de maior dor ou cansaço, procure lançar mão de analgésicos locais e fique por alguns momentos em uma posição de relaxamento, deitada no chão com as pernas apoiadas em uma cadeira por exemplo.

Agora, existem tratamentos da fisioterapia que são muito bons para os casos crônicos. Os recursos mais estudados no meio científico são a acupuntura e a hidroterapia. A Reeducação Postural Global (RPG) também é muito indicada por médicos e tem apresentado resultados importantes por meio de observação clínica e estudos de casos.

O Pilates e a hidroginástica também têm sido muito indicados para os pacientes crônicos, com bons resultados na manutenção dos mesmos fora de crise. Estes dois recursos podem entrar ainda quando o quadro de dor é frequente e intenso, mas a amplitude do movimento, resistência muscular e grau de dificuldade dos movimentos precisam ser menores, respeitando o momento do paciente.

E é exatamente por respeitar os limites do paciente que o Pilates tem sido tão indicado, pois é uma técnica que trabalha a consciência postural, fortalece gradativamente o “CORE” (cinturão de força lombar constituído pelos músculos abdominais (transverso, reto e oblíquos), quadrado lombar, paravertebrais, glúteos e músculos do períneo), estabiliza as articulações, tonifica o corpo e promove um movimento equilibrado e alongado, mas principalmente RESPEITA OS LIMITES INDIVIDUAIS DE SEUS PRATICANTES.core[1]

Importante lembrar que procurar um médico especialista é fundamental, para que o diagnóstico correto seja feito e as diretrizes para a reabilitação sejam verificadas.

Contar com um fisioterapeuta qualificado é de fundamental importância, tanto para diminuir a dor, quanto para reequilibrar as forças musculares que te manterão fora de crise.

Respeite seus limites!

Perceba-se!

Ft. Ana Paula Pessanha

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