Lesão do manguito rotador. O que é isso mesmo?

shoulder_rotator_cuff_symptoms01[1]Sabe aquela dor no ombro que piora com o movimento de elevação do braço, abotoando o sutiã e penteando o cabelo? Pode ser uma lesão do manguito rotador!

Vamos entender melhor isso?

Então precisamos começar pelo ombro.

O ombro é uma estrutura complexa que nos permite alcançar e usar as mãos em diferentes direções devido a sua grande amplitude de movimentos. Já reparou o quanto você utiliza seus braços no dia a dia? Logo ao acordar, ele participa do vestir-se, lavar o rosto, pentear o cabelo, escovar os dentes, preparar e comer seu café da manhã, e assim ao longo de todo o dia. Ufa, é muito trabalho, não acha?

Porém toda esta funcionalidade torna a região instável e vulnerável a lesões.

Ele é composto por:

  • Três ossos (úmero, escápula e clavícula).
  • Músculos e tendões (subescapular, supra espinhal, infra espinhal e redondo menor que formam o manguito rotador e o deltoide maior) que são responsáveis pelo movimento (músculos) e por manter a articulação estável (tendões).
  • Ligamentos e cápsula articulares que ligam um osso ao outro e promovem estabilidade articular juntamente com os tendões.
  • Bursa que se encontra entre o acrômio (parte superior da escápula) e os tendões do manguito rotador e que tem como função diminuir o atrito entre os tecidos que participam do movimento e absorver impactos na articulação, evitando assim lesões.

No caso em questão precisamos entender ainda melhor o que é, o que faz e como se machuca o manguito rotador e será isso que faremos a seguir.

shoulder_rotator_cuff_anat04[1]O manguito rotador é formado pelos tendões de quatro músculos: o supra espinhal, o infra espinhal, o redondo menor e o subescapular. Eles conectam os músculos aos ossos do ombro e permitem os movimentos de elevação e de rotação do braço. Durante a elevação do braço é ele que mantém a cabeça do úmero conectada à fossa glenoidea da escápula.

Assim podemos fazer movimentos de elevação e depressão, rotação interna e rotação externa e todas as associações entre estes movimentos, podendo alcançar os objetos acima de nossa cabeça, pentear-se, abotoar o sutiã e carregar pesos (mesmo que leves) sem percebermos que estamos fazendo isso.

Porém algumas áreas do manguito rotador são pouco vascularizadas o que favorece a degeneração de seus tendões com o passar dos anos. Este problema degenerativo costuma ser acelerado por movimentos repetitivos dos braços, especialmente os feitos num nível acima da cabeça, como no caso dos pintores de parede, atletas de tênis e beisebol, por exemplo. Outros fatores que colaboram para acelerar este processo são os carregamentos de pesos constantes e os traumas.

O típico paciente com lesão do manguito rotador está na meia idade, apresenta dores na região há algum tempo, apresenta fraqueza nos braços e dor difusa na região, com dificuldade também em elevar e ou rodar o braço acometido. Tem dificuldade em dormir sobre o membro afetado, o que acaba alterando sua qualidade do sono.

A ruptura do tendão pode ser parcial ou total e estar ou não associada a outras alterações articulares, como tendinite calcificante, bursite, artrose etc.

No caso de uma ruptura completa do tendão, o paciente fica incapacitado de realizar qualquer movimento do braço para longe do corpo por conta própria, sendo possível apenas se realizado por outra pessoa (médico ou fisioterapeuta).

O diagnóstico médico consiste em uma ampla avaliação clínica, podendo fazer uso de imagens como RX (solicitado para verificar presença de fratura, calcificação em tendão, artrose etc.) e Ressonância Magnética (que ajudará a verificar a extensão da lesão muscular e tendínea).

O tratamento indicado varia de acordo com a gravidade e extensão do problema, podendo ser conservador (medicamentoso e fisioterapia) ou cirúrgico.

Nos casos de lesão parcial ou ruptura total em pacientes com outras enfermidades que impossibilitem a cirurgia, o tratamento conservador costuma ser satisfatório. Nestes casos o medicamento mais utilizado é o anti-inflamatório que pode ser ministrado por via oral ou por injeção no local (chamada infiltração).

A fisioterapia se inicia com objetivo de diminuir o quadro de dor e inflamação, com uso de gelo, TENS, bandagens e movimentos passivos, e assim que for sendo possível, os exercícios de alongamento e fortalecimento são introduzidos gradativamente. Isso costuma levar de seis a oito semanas de tratamento três vezes por semana. Falaremos da fisioterapia com maior profundidade na semana que vem.

Nos casos de ruptura completa dos tendões, a cirurgia mais comumente utilizada é a artroscopia que é menos invasiva e por isso o retorno do paciente às atividades cotidianas é mais rápido.

Em todos os casos o mais importante é procurar um médico especialista nos primeiros sinais de lesão, pois quanto mais cedo diagnosticado, melhor será o prognóstico. Ele saberá indicar o melhor tratamento para o seu caso.

Fique atento à próxima publicação!

Perceba-se!

Ft. Ana Paula Pessanha

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