Por que não gosto deste exercício?

exercicio-pilates-sereiaO Pilates tem se mostrado uma técnica bastante versátil, já que pode ser ajustada para diferentes faixas etárias e pode ter diferentes intensidades, podendo ser terapêutico, no caso de dores, ou em outros momentos uma prática esportiva que melhora a performance nos esportes ou simplesmente mantém a boa forma física.

Em todos os casos, o aluno irá se deparar com alguns exercícios que achará simples e gostosos de fazer. Porém outros podem ser mais difíceis, seja pela complexidade do movimento ou por outras razões que muitas vezes o aluno não sabe explicar, mas que então conclui, que não gosta do exercício.

Pois bem, este é o ponto que gostaria de explorar no texto desta semana.

Gosto de olhar a prática do Pilates como um processo individual. Por ser um processo, não existe um tempo pré determinado para que se encerre, o que o diferencia de um programa.

Tanto o aluno como o professor, tem objetivos a serem alcançados.

O aluno busca um corpo melhor, mais magro, mais flexível, sem dores, com uma postura melhor e etc.

O professor, atento aos objetivos deste aluno, deve fazer uma “leitura” deste corpo, para identificar qual o melhor caminho a seguir. A partir de então, tem o papel de conduzir o processo mudança corporal.

A escolha do repertório dos exercícios (lembrando que estamos falando de um processo e não de um programa), vai levar em consideração as fraquezas e encurtamentos musculares, e para que as mudanças ocorram, serão necessários “desafios”, tanto para os músculos fracos, quanto para os encurtados. Acrescenta-se a isso, o uso adequado da respiração, o treino de coordenação motora e de equilíbrio que compõem o método Pilates.

Do ponto de vista técnico, parece simples, já que o aluno apresenta um dificuldade e o método oferece uma solução.

Entretanto, nem sempre os desafios proposto pelo professor são bem aceitos pelo aluno, que prefere fazer aquele exercício, que não dói, que conforta, que alivia.

Encarar os exercícios desafiadores, significa deparar-se com coisas que vão além do físico. Sentimentos, sensações, desconfortos, “fraquezas” e dificuldades, que muitas vezes não estamos preparados para encarar.

Não podemos separar corpo e mente, e o corpo que veio em busca de mudanças físicas é carregado de histórias, memórias e emoções.

Mobilizar a coluna, girar o tronco, soltar os ombros, abrir o peito e mover a pelve podem gerar sensações muito profundas e naturalmente o corpo pode dizer não.

Cabe ao professor respeitar este limite e procurar outras formas de “acessar” este corpo, mudando o grau de dificuldade ou deixando este exercício para outro momento.

Para o aluno, fica uma reflexão: os exercícios mais desafiadores são os que mais precisamos e que certamente nos impulsionarão a mudanças, que podem ser simplesmente físicas, mas que muitas vezes traduzem emoções que não foram bem trabalhadas.

Perceba-se!

Ft. Karina Santaella

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