Síndrome do Túnel do Carpo – o que é isso mesmo?

420668-sindrome-do-tunel-do-carpo[1]Você provavelmente já ouviu falar ou conhece alguém que tenha dificuldade em segurar uma xícara ou um jornal e reclama de dormência nas mãos, não é mesmo?

Estes são sintomas bastante comuns na população economicamente ativa, pois geralmente estão relacionados aos problemas laborais, como trabalho repetitivo e digitação prolongada.

A Síndrome do Túnel do Carpo ou Neuropatia Compressiva se caracteriza por alteração sensitiva do punho e da mão, associada a dor na região. É mais comum em mulheres, na faixa etária de 30 a 60 anos, fumantes, obesas, grávidas ou com problemas de Diabetes ou Hipotireoidismo.

O Túnel do Carpo se localiza no punho e é composto por ossos do carpo e pelo ligamento transverso do carpo. É por este túnel que passa o nervo mediano e os tendões dos músculos flexores dos dedos. O nervo mediano encontra-se logo acima dos tendões e logo abaixo do ligamento.tunel-do-carpo[1]

Na Síndrome, a alteração sensitiva acontece por compressão deste nervo que é o responsável por inervar os dedos: polegar; indicador; médio e a parte mediana do anelar. Este nervo controla também o movimento de oposição (pinça) executado pelo músculo tenar, tão importante para a realização de várias tarefas diárias.

Os sintomas mais comuns desta síndrome são: dor; sensação de formigamento, geralmente matinal e dificuldade em segurar objetos com os dedos, mesmo que sejam leves, como um jornal ou revista por exemplo.

A compressão prolongada do nervo pode levar a danos mais permanentes da função da mão, como a atrofia da musculatura tenar. Portanto quanto antes for feito o diagnóstico e antes se iniciar o tratamento, melhor será a recuperação e menor o risco de sequelas.

As causas mais comuns são: esforço repetitivo; desalinhamento do punho e artrites. Mas as gestantes, pessoas com excesso de peso, com Lupus, Diabetes ou hipotireoidismo também têm maior predisposição a desenvolver a Síndrome. De qualquer maneira, o mecanismo que desencadeia a inflamação e a compressão do nervo é o mesmo. Sempre que houver um estreitamento do canal por onde passa o nervo mediano e ele for comprimido, haverá o quadro descrito acima, de dor, formigamento e fraqueza muscular em maior ou menor grau, dependendo de cada caso.

O diagnóstico médico é feito por meio de uma avaliação clínica minuciosa, onde se faz testes específicos como o Sinal de Tínel (o médico faz uma percussão no nervo afetado – se houver piora do formigamento o sinal é positivo)Sinal de tínel[1] e a Manobra de Phalen (o paciente faz uma flexão completa das mãos e mantem a posição por 60 segundos – é positivo se o quadro piorar).phalen[1]Se o médico ainda achar necessário descartar outras doenças, ele pode solicitar um RX (para verificar fraturas ou malformações ósseas) e ou uma Eletroneuromiografia (para observar a qualidade e velocidade de condução nervosa).

O tratamento é, em sua maioria, conservador. Uma vez identificado o fator desencadeante, modificações simples são orientadas, como: alteração do campo de trabalho; aumento de intervalos entre períodos de digitação; orientação de proteção articular e conservação de energia. Os medicamentos mais indicados são os anti-inflamatórios, mas há casos que respondem bem a injeção de cortisona local.

Na Fisioterapia / Terapia Ocupacional os recursos mais utilizados para diminuir a dor são: a crioterapia; o TENS; o US, a bandagem funcional e a massagem local. O uso de órteses feitas sob medida por terapeutas ocupacionais especialistas também traz bons resultados no quadro de dor e limitação, podendo ser usado durante a noite (órtese de repouso) ou durante o dia também. Assim como as orientações, reorganização das musculaturas por meio de exercícios específicos, técnicas de relaxamento e cinesioterapia também têm se mostrado bons para o quadro geral.

Em alguns casos que o tratamento conservador não resolveu (geralmente em casos tratados tardiamente), a cirurgia se faz necessária. Ela consiste em aliviar a compressão do nervo no local. Porém nem sempre o resultado é satisfatório.

Portanto não perca tempo nem marque bobeira.

Se observar um formigamento na mão, com ou sem perda de força ou de dor, procure um médico e uma vez diagnosticado o problema, siga as suas orientações e faça fisioterapia / terapia ocupacional corretamente.

Perceba-se!

Ft. Ana Paula Pessanha

Crefito 3 / 16.358 – F

 

 

 

 

 

 

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