Outubro Rosa: falando sobre o Câncer de Mama

outubro rosaHá pouco mais de 10 anos o Brasil abraçou a campanha “Outubro Rosa”, um movimento popular internacionalmente  que busca promover ações educacionais e de prevenção ao Câncer de Mama. Além da iluminação de monumentos famosos com a luz cor de rosa, diversas ações isoladas são realizadas durante este mês com este intuito de esclarecimento.

A importância em se esclarecer e chamar a atenção para o Câncer de Mama está justamente no fato de que ao ser diagnosticado precocemente cerca de 90% dos casos podem ser curados. Medidas simples como o auto exame das mamas e a visita periódica ao ginecologista podem contribuir muito para este diagnóstico. A realização da mamografia periódica a partir dos 35 a 40 anos ou mais cedo em casos de mulheres com antecedentes familiares de câncer de mama também fazem parte deste conjunto de medidas preventivas.

No post de hoje vou compartilhar a história de uma grande amiga.

Em 2012 ela foi diagnosticada com Câncer de Mama aos 40 anos e em pouco mais de um mês após seu diagnóstico passou por uma cirurgia para retirar a mama esquerda. No mesmo foi realizado o implante para reconstrução da mesma.

Devido ao resultado da biópsia que detectou que o câncer não era invasivo, não houve a necessidade de radioterapia e os linfonodos foram preservados pois não havia comprometimento. No entanto, o mamilo teve que ser retirado e a pele da região sofreu necrose o que a obrigou a retardar o início da fisioterapia e ter que retornar 3 vezes por semana ao hospital durante 3 meses para a realização de curativos. Além disso, durante 5 anos deverá tomar o medicamento tamoxifeno como medida preventiva até que seja considerada curada.

A história pode ser semelhante  a de outras mulheres, muitos podem até considerar que ela teve sorte.

Ela nos conta que o diagnóstico precoce e a abordagem humana recebida pelos profissionais da saúde no período em que recebeu a notícia foram fundamentais para que ela tivesse uma atitude positiva perante a doença.

No período da necrose, em que estava “proibida” de realizar uma série de atividades (inclusive a fisioterapia) para permitir a cicatrização tecidual, ela recorreu aos trabalhos manuais (patchwork) como forma de ocupar-se e preencher o tempo. Esta atividade trouxe benefícios físicos e emocionais que marcaram sua história.

O que inicialmente era um hobby foi coadjuvante de seu processo de reabilitação (afinal recuperou grande parte de sua amplitude de movimento enquanto fazia patchwork), deu origem a um sonho: produzir trabalhos manuais e artesanais e apoiar instituições sem fins lucrativos.

Nasceu a parceria da “Presentes da Pano” com o “Instituto Se Toque”, instituição sem fins lucrativos que atua na divulgação da saúde da mulher, com foco na prevenção do câncer de mama. O Instituto promove a educação para a saúde junto às escolas e utiliza, como instrumento de mudança de hábito de vida, Teatro, Oficinas de Prevenção e Palestras, estimulando a busca pelo diagnóstico precoce.

Hoje esta amiga aceitou meu convite e contou  sua história aos meus alunos do curso de fisioterapia na Universidade em que leciono, como parte das atividades do nosso Outubro Rosa.

A palestra foi um sucesso!

O depoimento e experiência da Claudinha nos fez refletir sobre o tipo de profissionais que queremos  ser, sobre a importância de valorizarmos nossa saúde, nossa família e de buscar a felicidade nas pequenas coisas.

A FisioStudio apoia esta causa e valoriza a busca do equilíbrio, do autoconhecimento  e da saúde.

Perceba-se!

Ft. Karina Santaella

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