Que lição podemos tirar do Doping de Anderson Silva?

andersonsilva_getRecentemente os brasileiros sofreram mais uma grande decepção ao receber a notícia de que um dos grandes ídolos do UFC brasileiro, Anderson Silva, havia sido flagrado no teste anti doping.  Foram encontradas na urina do lutador substâncias anabolizantes (drostanolona e androsterona) e benzodiazepínicas (oxazepan e temazepan).

Desde 1999, a WADA (World Anti-doping Agency) foi criada para fiscalizar, realizar pesquisas e educar as pessoas com relação aos potenciais riscos e efeitos de substâncias utilizadas para melhorar o desempenho esportivo.

A Agência disponibiliza uma lista de substâncias proibidas que é atualizada anualmente. Em geral as substâncias utilizadas são estimulantes, analgésicos narcóticos usados para diminuir a sensação de dor, anabolizantes e hormônios para aumentar o volume e a potência muscular e diuréticos que além de redução de peso podem mascarar a presença de algumas substâncias nos exames anti-doping.

Esta notícia traz à tona uma série de reflexões a cerca do esporte e da atividade física.

Sabemos que há muito tempo o esporte competitivo e de alta performance já não é mais sinônimo de saúde, uma vez que para se atingir resultados melhores aumentam-se as horas de treino e, a busca pela vitória parece ativar naturalmente uma gatilho inibidor da dor, fazendo com que os atletas não se importem em ultrapassar certos limites físicos.

Para os praticantes do esporte esta sensação de ultrapassar os limites oferece certo “prazer” (por mais estranho que isso possa parecer) e por isso a busca por novas modalidades e novos desafios.

No entanto, temos observado ao longo das últimas décadas, uma mudança muito grande no padrão dos atletas que se destacam no cenário mundial.

É inegável a contribuição da tecnologia para desenvolvimento de materiais e roupas esportivas que favoreçam uma maior velocidade ou menor gasto energético, ou de avaliações altamente elaboradas que otimizam os treinamentos a partir de avaliações biomecânicas e estratégicas. Nestes casos temos a ciência trabalhando a favor do homem e do esporte.

Mas por outro lado, este mesmo desenvolvimento pode ser tão maléfico e ambicioso ao ponto de criar falsos super heróis, imbatíveis e inquebráveis. Os ganhos financeiros e pessoais por trás de tal comportamento são bastante questionáveis.

O ponto que me leva a refletir é que na medida que esses super atletas são projetados na mídia, existe um grande número de pessoas que se espelham neste indivíduos e é muito natural que queiram ser como eles. Mas será que vale a pena?

Não podemos nos esquecer, no entanto, que somos seres humanos. E como seres humanos sentimos dor, devemos respeitar nossos limites, não conseguimos transformar nosso corpo num passe de mágica (precisamos de disciplina, repetição, assiduidade, tempo), sentimos fadiga e precisamos descansar, e se sofremos lesões precisamos respeitar o tempo de nosso corpo para recuperá-lo.

Meu respeito aos profissionais do esporte e atletas sérios que combatem este tipo de comportamento e que buscam resultados através de um trabalho árduo e responsável.

Acredito na prática de atividade física como busca de saúde e bem estar, na prática do esporte com responsabilidade, no equilíbrio dos hábitos e da boa alimentação e no respeito ao próprio corpo como receita de longevidade.

Perceba-se!

Ft. Karina Santaella

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