O uso de tablets e smartphones e a postura

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Nos dias atuais é praticamente impossível imaginar nossa vida sem o uso da tecnologia. Ela nos acompanha do momento em que levantamos da cama até a hora de dormir.

Substituimos diversas funções manuais e facilitamos nossa comunicação e o acesso à informação.

Isso tudo é ótimo e parece facilitar muito nossa vida. Mas qual o impacto disso tudo no corpo humano?

Há algumas décadas os problemas decorrentes do uso dos computadores era específico de adultos que trabalhavam sentados e que muitas vezes ultrapassavam o tempo ideal de trabalho e desta forma sobrecarregavam seu corpo.

Estratégias de ergonomia e ginástica laboral, bem como orientações posturais específicas para estes indivíduos deram conta destes problemas por muito tempo.

No entanto, com equipamentos menores e mais funcionais, o acesso ilimitado à internet e o fácil acesso aos tablets e smartphones, a população em risco de problemas posturais e dores musculoesqueléticas aumentou não somente em quantidade, mas também em abrangência.

Segundo o IBGE (2013), 48% da população brasileira tem acesso à internet em seus domicílios, sendo que em 11% destes, a utilização da internet acontece somente por meio de tablets e smartphones. A faixa etária que se destaca neste uso é de 15 a 17 anos de idade.

O que vemos na prática é que de fato este uso se inicia em idade bastante precoce com finalidade de entretenimento e cada vez mais os equipamentos portáteis fazem parte do dia-a-dia dos indivíduos tanto nos momentos de lazer como em período escolar e de trabalho.

O tamanho reduzido dos equipamentos torna-os práticos. Por outro lado, gera sobrecargas na região cervical e torácica da coluna vertebral, podendo trazer consequências para os braços, punhos e mãos.

Mais uma vez, a boa percepção corporal, o equilíbrio entre horas de uso dos equipamentos e atividades físicas, fará toda a diferença com relação ao impacto na coluna vertebral.

O gráfico abaixo ilustra o quanto de carga temos sobre a nossa região cervical de acordo com o ângulo de flexão do nosso pescoço.

sobrecarga na cervical

Deixe seu smartphone de lado por alguns instantes e observe ao seu redor. Quantas pessoas paradas nos faróis, dentro dos ônibus ou dos carros, ou até mesmo andando à pé, estão neste exato momento com suas cabeças fletidas e atenção totalmente voltada para seus equipamentos portáteis.

Ainda não temos números absolutos que correlacionam esta postura com as dores musculoesqueléticas, mas já podemos prever suas consequências.

Crianças e adolescentes em idade de cerscimento ósseo estão adquirindo deformidades precoces em coluna vertebral, principalmente em região cervical.

Dores em região de pescoço, costas e ombros também estão aparecendo precocemente. Isso sem contar nas alterações de sono.

Inversamente proporcional ao uso desta tecnologia, a atividade motora global está sendo reduzida e desta forma teremos adultos com coordenação motora pobre, com função muscular inadequada e menos aptos a enfrentar as demandas físicas do dia-a-dia.

Precisamos ficar atentos e reverter esta situação o quanto antes.

Perceba-se!

Ft Karina Santaella

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