Jogos Paralímpicos: o respeito às diferenças

Bocha-Dirceu-Pinto-e-Eliseu-dos-SantosEstamos a poucos dias do início dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Com público muito menor, as competições nos mostram que as limitações físicas e intelectuais não impedem a prática esportiva e em muitos casos são transformadoras na vida destes indivíduos.

Da mesma forma, estas limitações também não são impeditivas para o trabalho e para a vida social. No entanto, infelizmente vemos que os indivíduos portadores de necessidades especiais sofrem diariamente com dificuldades de acesso, falta de oportunidades de trabalho e preconceito.

O momento é oportuno para que tenhamos oportunidade de conhecer o assunto e rever nossos conceitos a respeito de limitação, incapacidade e deficiência.

Os Jogos Paralímpicos são portanto, uma clara demonstração de que deficiência não é sinônimo de incapacidade, mas obviamente que acarreta desvantagens funcionais quando comparados àqueles que não possuem deficiência, e até mesmos entre deficiências diferentes.

É baseada nestas diferenças que o Comitê Paralímpico Internacional faz a separação dos atletas das 22 modalidades esportivas, de acordo com uma Classificação Funcional. Desta forma, as disputas podem ser equilibradas, aproximando os limites de cada competidor. A classificação tem por objetivo garantir a igualdade geral e assegurar que os vencedores chegaram ao topo graças às suas melhores técnicas, habilidades, forças, talentos e não por um suposto favorecimento físico sobre as deficiências de um ou outro rival.

Existe uma classificação geral dos esportes em 6 categorias: amputados, lesão medular, paralisia cerebral, deficiência mental, deficiência visual e os chamados “les autres”, tradução do francês para “os outros”. Nesse rol, se enquadram os que não podem ser colocados nas outras cinco categorias.

Alguns esportes só recebem atletas com um determinado tipo de deficiência como no basquete em cadeira de rodas e no voleibol sentado, mas que podem ter indivíduos com graus diferentes de severidade destas deficiências numa mesma equipe.

O judô, futebol de 5 e o goalball, por exemplo, são modalidades praticadas exclusivamente por portadores de deficiência visual, classificados de acordo com o grau de deficiência.

O atletismo e a natação são as modalidades que mais agregam atletas com diferentes características, incluindo deficiências motoras, visuais e intelectuais. No atletismo vemos atletas em cadeiras de rodas, com próteses e até com atleta-guia.

A competição irá contar também com comentaristas esportivos descritivos, que tornam a descrição mais detalhada ao deficiente visual, como cores, aspecto das arenas, detalhes do esporte e outros detalhes que parecem óbvios àqueles sem deficiência visual.

Vamos prestigiar o evento e sobretudo, vamos valorizar e aprender com as diferenças.

A emoção será tão grande ou maior do que a que tivemos com as vitórias nossos atletas olímpicos. Vamos divulgar a competição e reconhecer o trabalho sério e árduo dos atletas e profissionais envolvidos no evento.

Esperamos que a admiração e respeito aos deficientes faça parte da rotina de todos os brasileiros, antes, durante e depois das competições.

Saiba mais no site do Comitê Paralímpico Brasileiro

Karina Santaella – fisioterapeuta – CREFITO-3/17051-F

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